Seguir carreira em áreas técnicas significa encontrar bons salários e portas abertas. Mas é necessário se especializar
Por ANDREA GIARDINO
Por ANDREA GIARDINO

O carioca Daniel dos Santos Lustosa, de 28 anos, se formou em engenharia mecânica em 2005 e hoje é líder de projeto na Chemtech, consultoria de serviços em engenharia e tecnologia da informação, no Rio de Janeiro. Ele tem sob sua responsabilidade plataformas de petróleo e frequentemente é assediado por empresas concorrentes. “Em uma carreira técnica você se diferencia de quem atua em áreas administrativas e consegue ter remuneração semelhante”, diz Daniel. Quem opta pela carreira técnica tem espaço no mercado, uma vez que o país não forma gente para suprir as vagas abertas na área. Um responsável pelas atividades de perfuração de poços petrolíferos chega a ganhar 15 000 reais e um especialista em programa SAP (um dos mais conhecidos sistemas de gestão) ganha em torno de 10 000 reais depois de poucos anos de formado.
Geólogos, técnicos em logística e mineração, engenheiros de petróleo ou de equipamentos, programadores e analistas de sistema e desenvolvedores de software estão em alta. “Há vagas sobrando na indústria de petróleo e gás e de TI”, diz Ricardo Guedes, diretor da Michael Page, empresa de recrutamento, no Rio de Janeiro. Um levantamento feito pela Fatec, de São Paulo, a faculdade que é berço de formação técnica,mostra que 93,2% dos seus alunos conseguem emprego até um ano após a conclusão do curso.
Dados da Associação Brasileira de Metais revelou uma necessidade de 500 engenheiros metalúrgicos no país. Hoje, se formam cerca de 150 anualmente. “A CSA, do grupo ThyssenKrupp, fechou um acordo conosco para subsidiar os três primeiros anos do curso de engenharia metalúrgica para estudantes que pretendem contratar”, diz Ericksson Almendra, diretor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Na CPM Braxis, empresa de TI de São Paulo, 95% das vagas abertas são para cargos técnicos. Além da dificuldade de encontrar profissionais com inglês fluente, existe a falta de gente que domine linguagens Cobol, Java, Visual Basic, Oracle e soluções em ERP. Lá, um profissional que faz essa carreira chega a ganhar salário maior que o de um diretor de áreas administrativas.
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