quarta-feira, 15 de abril de 2009

Encontre sua vaga!

À procura de um emprego? Saiba por onde e como começar


A enxurrada de demissões que fez do primeiro bimestre deste ano o pior da década começa, aos poucos, a perder força. Embora o ritmo de contratações ainda esteja bem menor que em 2008, o mercado já dá sinais de recuperação. “As empresas estavam na defensiva, até janeiro, mas estamos percebendo uma retomada dos negócios nas últimas semanas”, afirma Paulo Pontes, diretor- geral da consultoria de recrutamento Michael Page. Ele acredita, até mesmo, que este seja o momento ideal para as empresas contratarem talentos. Uma boa notícia, sem dúvida, para quem está à procura de oportunidades de trabalho. Mas por onde e como começar?

Existem diferentes formas de procurar emprego, que vão dos tradicionais anúncios de jornal à nova onda de sites de emprego na internet. O primeiro passo, porém, está bem mais próximo de você — a sua rede de contatos. O velho networking permanece no topo da lista dos meios de recolocação como o mais eficiente deles. “Quando uma pessoa chega até nós por indicação, já vem com referências. Por isso, as chances de ser contratada aumentam em relação aos demais concorrentes”, reconhece Paulo, da Michael Page.

A fabricante de computadores Dell conta com um programa institucionalizado de incentivo às indicações: se o funcionário recomenda um profissional e ele acaba sendo efetivado, o funcionário recebe um bônus. Em tempos de crise, a indicação tende a ter um peso ainda maior no mercado de recrutamento, uma vez que o número de profissionais disponíveis também cresce. Segundo levantamento feito em 2008 pela DBM, consultoria de recolocação, 77% dos executivos entrevistados conquistaram um emprego por meio de networking.

Internet: Candidatos e recrutadores fizeram da web o principal meio de busca profissional.


COMO FAZER

Se você ainda não montou sua rede de contatos, comece listando o nome de todas as pessoas com quem mantém vínculo direto. A relação deve incluir amigos, parentes, ex-colegas de faculdade, professores e companheiros do trabalho. “Os profissionais se esquecem de fazer networking dentro das companhias em que atuam e isso é um erro comum. Com as empresas passando por reestruturações, é essencial ser conhecido internamente”, lembra Carmelina Nickel, consultora da DBM.

Relacionamentos precisam ser cultivados constantemente, e não acessados somente nos momentos de necessidade. Mas, se sua rede de contatos estiver inativa e você precisando acioná-la, não desanime. “As pessoas sentem vergonha de procurar um colega com quem não falam há algum tempo, com receio de que ele possa se sentir usado, quando, na verdade, isso é apenas uma suposição”, ressalta Sílvia Nogueira, coordenadora de outplacement da consultoria Ricardo Xavier. Como ninguém sabe qual será a reação do outro, é preciso, ao menos, tentar. Há, no entanto, maneiras e maneiras de se fazer uma abordagem.

Aí vão algumas regrinhas de ouro para aprimorar seu networking:

- Seja transparente quando for resgatar um antigo contato. Isso significa dizer, de pronto, o motivo da conversa: que você está disponível e aberto para avaliar propostas. Ligue para os mais íntimos e mande um e-mail direcionado para cada um dos conhecidos — nunca uma mensagem coletiva.
- Mantenha o contato com essas pessoas, mas sem exercer cobrança. Depois de enviada a primeira mensagem, procure-as novamente em 30 ou 40 dias. Tome o cuidado de acrescentar alguma novidade em relação ao conteúdo do e-mail original e conserve um tom otimista. Por exemplo: “Fiz o curso X neste mês e sei que abrange sua área de atuação. Podemos marcar um almoço para trocar ideias?”.
- Fuja do papel de vítima. Não transfira para o outro o trabalho de arranjar um emprego para você.
Caso consiga um novo trabalho, avise à rede e não se esqueça de agradecer o apoio das pessoas. Novamente, mande um e-mail personalizado com seus novos contatos. “Mensagem coletiva, nessas horas, é um pecado mortal”, avisa Carmelina Nickel, consultora da DBM.
- Alimente sua rede de contatos enviando mensagens ou fazendo telefonemas, no mínimo, duas vezes por ano: no aniversário e no réveillon.
- Amplie sua rede. Participe de palestras, cursos, entre outros eventos. Mas vá sozinho e se dê a oportunidade de conhecer novas pessoas.

Assim como ocorre com seu networking, os cuidados com a carreira devem ser uma preocupação constante. Muitos profissionais só despertam para a necessidade de uma atualização, por exemplo, em momentos críticos, quando já pode ser tarde, dependendo da vaga pleiteada. “A realidade hoje é outra. Dificilmente alguém se aposenta na empresa em que começou a trabalhar”, alerta Sílvia Nogueira, da Ricardo Xavier. “Quem lida com comércio exterior tem que ter outro idioma, assim como pós-graduação tornou-se praticamente obrigatória para quem ocupa cargos executivos.” Ricardo Mota, diretor de recursos humanos da UAB Motors, grupo de concessionárias, está sentindo na pele, em plena crise, o problema da defasagem profissional. “Tenho 70 vagas em aberto e não consigo preenchê-las”, diz Ricardo.

Busca inovadora

Como o paulista Leonardo Cirino, de 25 anos, conquistou um cargo de diretor de marketing
Quando não se tem o “quem indica”, a saída é usar a criatividade. O conselho é do paulista Leonardo Cirino, de 25 anos, diretor de marketing da rede de escolas de idiomas CNA. Ele pôs a lição em prática há dois anos, quando resolveu conquistar o emprego que, hoje, ocupa. Para tanto, usou um expediente incomum: fez uma pesquisa de mercado sobre a empresa, produziu um DVD e o enviou ao presidente. Foi chamado para um almoço na semana seguinte e, poucos dias depois de conversar com outros diretores da casa, foi contratado.

“Sempre me coloco no lugar de quem está selecionando, para tentar fazer alguma diferença”, diz Leonardo. Diferentemente dos novíssimos videocurrículos, que perigosamente começam a ganhar adeptos, a apresentação virtual de Leonardo tratava apenas da pesquisa empreendida por ele — um estudo sobre o mercado de ensino de idiomas, em geral, e sobre a franquia CNA, em particular. Não era, portanto, o discurso de um candidato, mas uma fala técnica. A trajetória profissional ele deixou para contar durante a entrevista presencial. “Aí, sim, foi a hora de vender meu peixe”, diz o executivo. Luiz Nogueira da Gama Neto, presidente do CNA, se surpreendeu com a iniciativa. “Em 30 anos, nunca tinha visto algo desse tipo. Leonardo se mostrou, no mínimo, um inovador”, afirma Luiz.

Para garantir o sucesso do plano, o então candidato pensou em todos os detalhes. Optou por vídeo porque calculou serem grandes as chances de seu trabalho se perder caso preparasse um documento escrito. Para se certificar da qualidade do produto que seria entregue, contratou uma produtora. Leonardo também levou em consideração o fato de o grupo CNA ser familiar. “As chances de eu ter acesso direto ao presidente eram maiores, por exemplo, do que numa multinacional com uma forte estrutura de RH”, afirma.

A ideia do vídeo deu tão certo que foi criada a TV CNA, hoje o principal canal utilizado por Leonardo para se comunicar com as cerca de 500 unidades da franquia no país. E a sugestão de reposicionamento da marca, feita no DVD, foi implementada assim que Leonardo foi contratado.

Fonte: Revista VOCÊ S/A - Ed. 130.











terça-feira, 14 de abril de 2009

O funil da seleção

Conheça os processos de recrutamento mais utilizados e veja como se comportar

Um bom currículo não garante emprego, mas, sim, a oportunidade de participar de um processo seletivo. Se você preencher os requisitos básicos para determinada vaga, são grandes as chances de ser chamado para uma conversa particular. Os processos seletivos variam de empresa para empresa. Normalmente, incluem três etapas: dinâmica de grupo, entrevista e, se você for bem nessas duas, um bate-papo decisivo com o gestor, o dono da vaga. Mesmo que você seja indicado, terá de passar por pelo menos uma dessas fases.

Ajuste o comportamento e boa sorte!

DINÂMICA DE GRUPO

A dinâmica de grupo é defendida por muitos especialistas em recursos humanos como um instrumento eficiente de observação do comportamento humano. Nela, vários candidatos são colocados diante das mais diversas situações e suas reações são avaliadas por um ou mais observadores da empresa contratante. É uma forma de testar a capacidade de adaptação da pessoa, verificar como ela interage com o outro e, em alguns casos, como ela age sob pressão. A prática da dinâmica é voltada, principalmente, para trainees, analistas e profissionais da área de vendas.

Algumas dicas para passar pela dinâmica de grupo sem traumas:
1. Procure entender as características do cargo para o qual está se candidatando. Você terá uma ideia do que se espera observar na dinâmica: criatividade, liderança ou colaboração.
2. Elabore previamente uma apresentação com suas principais características. Faça também uma versão reduzida, para falar em 60 segundos.
3. Procure demonstrar que tem como contribuir para o objetivo proposto.
4. Nem tente ser o centro das atenções nem se omita. “Participe e deixe o outro participar”, diz Sílvia Nogueira, da consultoria Ricardo Xavier.
5. Nem tente ser o centro das atenções nem se omita. “Participe e deixe o outro participar”, diz Sílvia Nogueira, da consultoria Ricardo Xavier.
6. Em vez de só ficar pensando no que falar, preste atenção na pessoa que conduz a dinâmica e nos candidatos. Isso dará a munição que precisa.
ENTREVISTA

A entrevista é provavelmente a etapa mais importante dentro de um processo de seleção. É a oportunidade que você tem de se “vender”, mostrar por que é a pessoa certa para o cargo. Atenção: não exagere na dose. Senão, em vez de passar a imagem de um profissional preparado, pode ser tachado de arrogante. O segredo está no equilíbrio. “Se o candidato é muito lacônico, corre o risco de mostrar pouco conhecimento. Se fala demais, pode passar uma imagem de prepotência”, afirma Pérola Lucente, coordenadora da área de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier. Seja objetivo nas respostas. A entrevista serve para você complementar as informações que estão no currículo. Se o selecionador perguntar sobre os resultados alcançados em seu último emprego, cite fatos. Por exemplo: uma ideia sua que tenha ajudado a aumentar o lucro da empresa.

Para estar afiado na hora da entrevista, siga algumas instruções:
1. Selecione, previamente, as melhores histórias do seu passado profissional. Elas devem conter exemplos de criatividade, capacidade de resolução de problemas e de aprendizado.
2. Dificuldades fazem parte da trajetória profissional. Os entrevistadores gostam de candidatos realistas. Se lhe perguntarem sobre fracassos, conte. Mas diga o que aprendeu com eles.
3. Se você foi demitido do emprego anterior, não minta em relação a isso nem demonstre opiniões negativas relativas à empresa onde estava. Falar mal de chefes anteriores 5 não pega bem.
4. Elabore uma lista curta de questões. Pergunte quais serão suas responsabilidades, os planos da empresa, como seu desempenho será avaliado. Tal atitude é uma demonstração 6 de interesse.
5. Prepare-se para responder a perguntas acerca de seus pontos fracos; que situação difícil encontrou na carreira e como teve de lidar com ela.
6. Fique atento aos sinais dados pelo entrevistador. Se ele estiver lhe interrompendo muito, por exemplo, é porque está querendo mais objetividade de sua parte.
7. Pergunte ao entrevistador, ao final do encontro, que impressão ele teve de você. “Isso revela humildade e vontade de crescer”, diz Paulo Pontes, diretor-geral da Michael Page.

BATE-PAPO COM O GESTOR

Se você chegou até aqui, parabéns! Está na reta final. Conversar com o gestor da área, aquele que poderá ser seu chefe direto, é o último passo para ser admitido em uma empresa. As consultorias e departamentos de RH indicam, normalmente, três finalistas. A disputa é dura nessa fase. Você concorrerá com pessoas à altura de seu talento. Ao contrário das etapas anteriores, não há muito o que fazer, a não ser comportar-se de maneira natural. Os critérios de escolha tornam-se subjetivos e fogem ao controle do candidato. Empatia, por exemplo, é uma das qualidades mais destacadas. Há outras. Vai depender de quanto o gestor vai com a sua cara. Não se desmotive se ficar de fora.

IMAGEM É TUDO

A primeira impressão é a que fica, já diz o dito popular. Cientificamente, bastam dois segundos de contato para que o entrevistador forme, a partir da aparência, uma opinião a seu respeito. Por isso, capriche no visual para o dia da entrevista. Célia Leão, consultora de etiqueta empresarial, sugere modelos de roupa masculina e feminina que são verdadeiros curingas para encarar um teste de emprego com estilo:

Mulheres
Um vestido em tom sóbrio, na altura do joelho, é uma boa alternativa ao terninho básico. Invista em acessórios elegantes e, para arrematar, escarpim preto de salto médio e bolsa de couro também média e preta. Evite decotes e excesso de perfume e de maquiagem.

Homens / social

Azul-marinho é símbolo de poder. Aposte num terno bem cortado dessa cor e camisa branca. Quanto à gravata, a regra é: ela deve ter a cor da camisa ou do terno (sem prendedor!). O sapato é preto, de amarrar e, para ser considerado social, tem de ter sola de couro.
Homens / casual

Em empresas mais informais, como as de varejo, o terno é dispensável. Adote um visual mais descontraído, como calça de sarja cáqui, camisa branca (com duas dobras no punho) e mocassim marrom. Mas não abuse do despojamento: tênis e mochila seguem vetados.

Fonte: Revista VOCÊ S/A, Ed. 130.





sábado, 11 de abril de 2009

Poucos e bem pagos

Seguir carreira em áreas técnicas significa encontrar bons salários e portas abertas. Mas é necessário se especializar
Por ANDREA GIARDINO



O carioca Daniel dos Santos Lustosa, de 28 anos, se formou em engenharia mecânica em 2005 e hoje é líder de projeto na Chemtech, consultoria de serviços em engenharia e tecnologia da informação, no Rio de Janeiro. Ele tem sob sua responsabilidade plataformas de petróleo e frequentemente é assediado por empresas concorrentes. “Em uma carreira técnica você se diferencia de quem atua em áreas administrativas e consegue ter remuneração semelhante”, diz Daniel. Quem opta pela carreira técnica tem espaço no mercado, uma vez que o país não forma gente para suprir as vagas abertas na área. Um responsável pelas atividades de perfuração de poços petrolíferos chega a ganhar 15 000 reais e um especialista em programa SAP (um dos mais conhecidos sistemas de gestão) ganha em torno de 10 000 reais depois de poucos anos de formado.

Geólogos, técnicos em logística e mineração, engenheiros de petróleo ou de equipamentos, programadores e analistas de sistema e desenvolvedores de software estão em alta. “Há vagas sobrando na indústria de petróleo e gás e de TI”, diz Ricardo Guedes, diretor da Michael Page, empresa de recrutamento, no Rio de Janeiro. Um levantamento feito pela Fatec, de São Paulo, a faculdade que é berço de formação técnica,mostra que 93,2% dos seus alunos conseguem emprego até um ano após a conclusão do curso.

Dados da Associação Brasileira de Metais revelou uma necessidade de 500 engenheiros metalúrgicos no país. Hoje, se formam cerca de 150 anualmente. “A CSA, do grupo ThyssenKrupp, fechou um acordo conosco para subsidiar os três primeiros anos do curso de engenharia metalúrgica para estudantes que pretendem contratar”, diz Ericksson Almendra, diretor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Na CPM Braxis, empresa de TI de São Paulo, 95% das vagas abertas são para cargos técnicos. Além da dificuldade de encontrar profissionais com inglês fluente, existe a falta de gente que domine linguagens Cobol, Java, Visual Basic, Oracle e soluções em ERP. Lá, um profissional que faz essa carreira chega a ganhar salário maior que o de um diretor de áreas administrativas.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Onde estão os empregos agora

Mapeamos 115 931 oportunidades para você em todo o Brasil, 7 279 delas para gestores. O varejo é o campeão de vagas, mas a maior empregadora é do setor de serviços
Por RENATA AVEDIANI


Na quinta edição do Especial de Emprego, o número de vagas é recorde. São 115 931 oportunidades em 36 empresas de todo o Brasil, uma média de 3 220 por companhia. No ano passado, o especial trouxe um número maior de organizações privadas (53) que anunciaram 59 853 oportunidades, uma média de 1 129 vagas por empregador. Os números espantam se considerarmos a crise que está assombrando empresas e profissionais, com redução de custos e pessoal. Na verdade, os dados de 2009 refletem o paradoxo atual entre os setores da economia: enquanto parte da indústria demite, o varejo, principalmente aquele de produtos de consumo essencial e de baixo custo, como os supermercados, contrata mais do que no levantamento de 2008. Dados do governo federal reforçam o paradoxo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), processado pelo Ministério do Trabalho, no primeiro mês do ano 1 318 298 postos de trabalho foram fechados — o pior mês de janeiro desde que a metodologia do Caged foi mudada, em 1999. No entanto, no mesmo mês foram admitidos 1 216 550 profissionais – o segundo melhor resultado para o mês. “As contratações devem continuar, porque o Brasil tem setores em expansão apesar da crise. Não nos damos conta disso porque não estamos psicologicamente acostumados com esse crescimento”, diz Fernando Mantovani, diretor da empresa de recrutamento de executivos Robert Half.
Clique aqui e veja onde estão as vagas!

Fonte: VOCÊ S/A Ed. 129

quinta-feira, 9 de abril de 2009

As 150 melhores Empresas para Você Trabalhar

Em 2008, 550 empresas foram inscritas e avaliadas em quatro categorias, sendo uma delas, Políticas e Práticas, dividida em quatro subcategorias. São elas:
1. ESTRATÉGIA E GESTÃO – Diz respeito aos mecanismos que a empresa utiliza para disseminar sua estratégia e fazer com que todos a conheçam e trabalhem de forma alinhada ao negócio.
2. LIDERANÇA – Avalia como as organizações vêm lidando com seu time de gestores. Analisa os treinamentos para liderança, a preocupação com a sucessão e as competências que a companhia busca para a formação de novos líderes.
3. CIDADANIA EMPRESARIAL – Verifica a responsabilidade das empresas em relação ao ambiente em que estão inseridas, assim como em relação a seu público interno e externo.
4. POLÍTICAS E PRÁTICAS
• Carreira – Identifica quais ferramentas a empresa oferece aos funcionários para que eles cresçam profissionalmente.
• Desenvolvimento – Revela o quanto a empresa investe na capacitação do pessoal e reconhece a importância da educação para a qualidade e continuidade do negócio e para o desenvolvimento profissional.
• Remuneração e Benefícios – Expressa a valorização atribuída aos empregados. Os benefícios refletem a preocupação da empresa com o bem-estar do pessoal.
• Saúde – Mais do que um bom plano de saúde, essa subcategoria busca avaliar a preocupação da organização com a prevenção de doenças e acidentes de trabalho, assim como o cuidado que tem com a qualidade de vida de seus colaboradores.
NOTA FINAL NO GUIA
Ela é composta de três índices: a percepção do funcionário, que resulta no IQAT (Índice de Qualidade do Ambiente de Trabalho); as práticas da empresa, representadas pelo IQGP (Índice de Qualidade na Gestão de Pessoas); e a nota dada pelo jornalista após a visita. A primeira vale 70%; a segunda, 25% (sendo 15% referentes ao questionário respondido pela empresa e os outros 10% a avaliação das evidências enviadas pelas organizações); e a terceira, 5%.
As 10 Melhores

1º Volvo
2º Chemtech

3º Masa

4º Caterpillar

5º Landis+Gyr

6º Laboratório Sabin

7º Arcelor Mittal

8º Promon

9º Albras

10º Serasa

Veja a listagem completa
Fonte: Guia VOCÊS/A EXAME

quarta-feira, 8 de abril de 2009

15 dicas para conseguir (e manter) um emprego em meio à crise

Recrutadores de executivos e especialista em recolocação profissional dão opiniões para agilizar o processo de retorno à carreira
Por Amanda Salim

Aí vão 15 estratégias para você que deseja segurar seu emprego ou para aqueles que procuram uma oportunidade de trabalho no turbulento clima econômico atual:

Cuidado com seus gastos
1) Evite adquirir coisas supérfluas neste período. Cuidado com as promoções e liquidações: é normal haver muitas em períodos de crise, pois há dificuldade em vender. Planeje seus gastos e tente manter-se coerente com o que foi planejado o máximo possível. Guarde qualquer quantia de dinheiro.

Não perca tempo
2) Comece a procurar imediatamente. Não tire uma folga muito longa. A procura pode levar de seis a doze meses no caso de altos executivos.

Planeje-se
3) Trate a procura de emprego como um emprego em si. Estabeleça um cronograma e se responsabilize pelo seu progresso diário.

Fique ligado
4) Em épocas de crise, as idéias acontecem. Coloque sua imaginação e criatividade para funcionar, analise as oportunidades que podem aparecer e veja como você pode se beneficiar delas. Faça este exercício de verdade e verá, por incrível que pareça, que elas existem e estão ao seu alcance.

Veja outras oportunidades
5) Esteja aberto a cargos interinos, freelance ou consultorias. As empresas estão cortando custos fixos na economia de hoje, mas podem ter oportunidades de consultoria para projetos ou especialidades de nicho, compensando o número menor de funcionários. Estas oportunidades lhe permitem obter uma renda, manter as suas habilidades e movê-lo para a frente da fila quando começarem as contratações.

Atualize-se
6) Se ainda está empregado, mantenha sua empregabilidade em alta. Busque atualizar-se sempre, principalmente com assuntos relacionados ao seu cargo, profissão ou ramo de atividade. Seja conhecedor das novidades do meio e participe de feiras, workshops e palestras. Leia livros e periódicos relacionados e acesse sites relacionados, bem como fóruns e grupos de discussão. Busque tornar-se uma referência em seu meio.

Esteja disposto a se deslocar
7) Com a evolução das indústrias, as oportunidades de carreira migram. Saiba para onde estão indo os cargos da sua área e esteja disposto a se mudar em busca da oportunidade certa.

Seja paciente
8) Não entre em pânico, mas não seja exigente demais. Demonstrar ansiedade excessiva a um possível empregador só diminuirá o seu valor. E certamente você não quer pular de um cargo precário para outro. Mas o trabalho dos sonhos está difícil de encontrar no mercado atual. Lembre-se de que os cargos em sua maioria não se limitam pela própria descrição -- eles são o que você faz deles.

Nunca desanime
9) Deixe o lado negativo do lado de fora e não o deixe entrar. Leve otimismo para quem contrata e para seus contatos. Jornal é barato e ler notícias pela Internet, se você já tiver uma conexão, não custa nada. Informação nestes momentos é muito importante e pode ser uma fonte de inspiração, além de ajudar a manter-se informado sobre o mercado e as vagas anunciadas

Seja flexível
10) Não fique obcecado com a estrutura de remuneração e com o título. Aceitar um nível de remuneração ou título abaixo do seu ideal pode ser vantajoso. Se você superar as expectativas, o título e o salário se ajustarão com o tempo.

Mantenha-se afiado
11) Fique por dentro das últimas notícias, tendências e tecnologias importantes no seu setor.

Fique em forma
12) Não negligencie a saúde e a alimentação, as quais sofrem freqüentemente com o estresse da procura de um emprego.

Vá além
13) Se estiver empregado, ao perceber que sua empresa passa por dificuldades, procure pensar o que sua empresa poderia fazer de diferente. Às vezes você se encontra numa posição que lhe permite ver coisas que seus superiores não estão vendo. Uma boa idéia pode significar uma redução de custos ou uma oportunidade de ganho ainda não percebida. Crie uma comunicação educada, bem-estruturada e comunique seu superior. Isso pode melhorar sua posição dentro da empresa ou até mesmo salvá-la.

Use seus recursos
14) Há diversas ferramentas on-line e recursos gratuitos para ajudar quem procura um emprego. Comece pela sua universidade, organizações profissionais, grupo de veteranos ou outras afiliações que você tenha.

Faça networking
15) Contatos, contatos, contatos. Nada substitui os relacionamentos pessoais ao procurar oportunidades de carreira. Associações profissionais, associações de ex-alunos e entrevistas informativas são formas testadas e verdadeiras de caçar um emprego. Hoje em dia, os
contatos estão mais fáceis do que nunca com sites de contatos sociais e profissionais como LinkedIn, Classmates.com ou Facebook.

Fontes: Korn/Ferry International e Curriculum.com.br

domingo, 5 de abril de 2009

Como se dar bem uma dinâmica de grupo

Hoje, grande parte das empresas inclui em seu processo de seleção as chamadas dinâmicas de grupo. Essa ferramenta de identificação de possíveis talentos ajuda os gestores a perceberem o perfil dos candidatos, que são submetidos a uma situação estratégica, permitindo aos consultores analisar as reações e os comportamentos do indivíduo em relação ao grupo.


Como em todo processo de seleção, você será observado e analisado. Não sinta-se incomodado com isso e não deixe que essa situação interfira na sua atuação. Por isso, seguem algumas dicas para que você aumente suas chances de se dar bem em dinâmicas de grupo. São elas:

Boa apresentação pessoal - A primeira impressão conta muito. Por isso, vista-se adequadamente e de acordo com o segmento da empresa. Cuidados pessoais do tipo barba, cabelos e maquiagem bem cuidados somam pontos à primeira vista, perfumes, se usados, devem ser discretos. Não é educado fumar durante uma entrevista. Procure estar informado sobre as notícias do dia num jornal diário da sua cidade, é bastante comum elas fazerem parte da sua entrevista;


Iniciativa - Tenha sempre boas iniciativas e deixe isso transparecer durante os processos seletivos. Mas lembre-se, caso não seja esse o seu perfil, não force uma situação, pois você pode não se sair muito bem. De qualquer forma, nunca desista antes que o coordenador da atividade a encerre;


Criatividade - Frente às atividades propostas mostre-se criativo, mas não exagere para não fugir da idéia sugerida inicialmente. Criatividade é um dos pontos analisados em muitas dinâmicas e, por isso, caso tenha uma grande idéia faça com que ela se destaque;


Bom relacionamento com o grupo – É muito importante saber trabalhar em equipe e o candidato que possui esse perfil se diferencia dos outros. As empresas mais do que nunca contratam pessoas que saibam construir e manter bons relacionamentos. Caso você tenha perfil de liderança, assuma-o dentro do grupo, mas antes de tomar qualquer atitude observe e escute a todos do grupo. Lembre-se que o mais importante é ajudar a equipe a atingir a meta, independente da posição que ocupar nele; e


Conhecimento – Mantenha-se sempre atualizado sobre os acontecimentos mundiais, isso irá te ajudar. Para isso, recomendo leitura de veículos diários, sejam eles impressos ou on-line. A leitura regular de revistas especializadas do segmento em que pretende atuar representa um diferencial importante na hora de ficar antenado.

Alguns dos erros mais comuns em dinâmicas de grupo, como entrar mudo e sair calado, falar mal da antiga empresa e do último chefe ou manter conversas paralelas, devem ser evitados. Mas o principal e, mais grave, erro é fingir ser uma pessoa que você não é. Por que, caso seja contratado, a sua verdadeira personalidade será revelada e você sofrerá as consequências.
Por isso, seja, acima de tudo, autêntico. Dessa forma irá sempre se sair bem e, ainda que a contratação não venha naquele momento, saiba que as pessoas poderão se lembrar de você em outras oportunidades.


Giuliano Bortoluci é Diretor de Comunicação do Site Estagiários.com, especializado no encontro dos melhores talentos e oportunidades de estágio para iniciar a carreira no mercado de trabalho.



Dicas para quem está à procura de um estágio

O consultor de empresas Max Gehringer vai dar todas as dicas para quem está à procura de um estágio. Mais que isso: vai dar, também, a chave para você se manter no emprego depois do fim do estágio. Isso que é o mais importante!


Veja o que o que o consultor de carreiras Max Gehringer tem a dizer para quem está começando a carreira.




sábado, 4 de abril de 2009

Currículo para pessoas sem experiência profissional

Conseguir um bom emprego está difícil para todos, mas para um grupo específico de pessoas, esta tarefa é ainda mais complicada:

Os candidatos sem experiência

Estes candidatos, muitas vezes, deixam de fazer seus currículos e se candidatar a vagas por não saberem o que colocar nele. Por isso, selecionamos um minicurso que é um achado, pois discute exatamente esse assunto apresentando as alternativas e as dicas para que aqueles que ainda não conseguiram seu primeiro emprego possam criar currículos tão atraentes quanto os de seus concorrentes mais experientes e tenham a chance de disputar uma vaga de igual para igual.

Confira o conteúdo do minicurso aqui.

Como encarar uma entrevista?

Nervosismo, ansiedade, terror. Como encarar a temida entrevista de emprego? Uma pergunta para Max Gehringer responder.

Hoje em dia não está fácil conseguir um emprego. Mas difícil mesmo é conseguir uma entrevista.

Por isso, um candidato, de qualquer idade, sempre fica nervoso quando finalmente aparece aquela chance de ser entrevistado.

Em entrevistas, há respostas verdadeiras e há respostas adequadas. O candidato ideal é aquele que consegue fazer a resposta adequada soar verdadeira.

Num processo de seleção, o candidato escolhido é sempre aquele que responde o que o entrevistador quer ouvir.

Selecionamos um vídeo de Max Gehringer, em que é feita uma simulação de entrevista. Max dá várias dicas para se sair bem nesse tão esperado dia.


INOVAÇÃO: Tendência no processo de seleção.

No ambiente corporativo, a palavra inovação tornou-se um pré-requisito para as organizações que buscam vencer a acirrada competitividade. Hoje, por exemplo, existem empresas que utilizam novas metodologias para realizar seus processos de recrutamento e seleção na busca para captar e contratar talentos.

Necessidade do mercado hoje: Equipe diferenciada e de alto nível. Criar um processo inovador a fim de diminuir as chances de erros na contratação e capaz de atrair candidatos de alto potencial.

Realidade: O processo tradicional não vem mostrando-se muito eficiente. Perde-se tempo e dinheiro ao contratar profissionais que não se adaptam à cultura e também às práticas da empresa.

Que profissionais eles procuram?
Além de formação técnica, o profissional deve ter vocação para atuar na área. Pró-atividade, autonomia, capacidade de liderança, comportamento sobre pressão, raciocínio rápido, bom desenvolvimento em trabalhos em equipe e precisão ao planejar e executar são as características necessárias para lidar bem com esses processos inovadores.

Podemos citar como exemplo o “Desafio Pollux” – um processo diferenciado de recrutamento e seleção que contou com a participação de 250 candidatos, onde desses, apenas 12 seriam selecionados.

Clique aqui e veja o estudo de caso Desafio Pollux.